O Desafio de João

Na passagem de I João 3.4-9, João faz algumas declarações extraordinárias. Ele escreve que o cristão não peca nem pode pecar. Baseados nessas palavras, alguns têm construído uma doutrina de perfeição livre de pecado. E todos os comentaristas têm ficado perplexos com essas declarações, porque elas não são compatíveis com a nossa experiência. O fato é que cometemos pecados, mesmo depois de termos conhecido a Cristo.

Um exame cuidadoso do texto, no entanto, sugere não que os cristãos não pequem ou não possam pecar, mas que não persistimos, nem podemos persistir, no pecado. Assim, sempre que pecamos, nos entristecemos e nos arrependemos, pois o sentido de nossa vida é nos posicionar contra o pecado e ao lado da santidade. Como escreveu Alfred Plummer em seu comentário: “Embora o cristão por vezes peque, não o pecado, mas a oposição a ele é o princípio norteador de sua vida”. Mas o que nos motivará a abandonar o pecado e perseguir a justiça? A resposta de João é clara: lembrar-nos do propósito da manifestação de Cristo. Ele diz isso duas vezes: “Vocês sabem que ele se manifestou para tirar os nossos pecados” (v. 5). E novamente: “Para isso o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo” (v. 8). Se, portanto, Cristo veio para lidar com o nosso pecado, é inconcebível que continuemos brincando com ele. Nossa resposta é viver uma vida que seja plenamente compatível com a razão pela qual Jesus se manifestou na terra.

Extraído e Adaptado – A Bíblia toda, o Ano Todo (Jonh Stott)

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